Lorena, Lorena, há noites em que eu penso em você sem parar. É sério! Eu sei que nós nos distanciamos, mas eu te amo, você sabe, né?
Agora para quem está realmente lendo, que eu sei que Lorena jamais lerá isso, a não ser que eu peça. De qualquer forma, eu não sou de divulgar meu blog, e Lorena não gosta de ler. Para quem está lendo, Lorena é e foi amiga de verdade, ainda que hoje em dia nós nos falemos pouco. Ainda que eu a tenha excluído do meu MSN simplesmente porque não conversávamos mais. Mas querem saber? Lorena entenderia.
Porque nós brigávamos e nos xingávamos quando nada estava bem, e ficávamos bem depois disso. Eu nunca precisei pisar em ovos com ela, nem ela comigo. Lorena era tão espontânea que acho que muito da minha timidez que foi embora foi "culpa" dela.
Lorena dizia quando eu estava feia, sem invejas e neuras. Me emprestava e me cobrava de volta e me permitia que cobrasse também, sem as broncas que eu tanto levava por emprestar coisas para colegas que nunca mais me devolviam. Chorou comigo no banheiro milhares de vezes, me bateu, desceu o nível, riu alto. Tantos e tantos palavrões, notas vermelhas, paixões platônicas dela, que sempre dizia que eu tinha sorte.
Ah, se Lorena me visse no começo desse ano. Toda a sorte que ela me fazia acreditar que eu tinha fora embora, eu comecei com as minhas paixões platônicas, Lorena arrumou um namorado.
Eu tirei notas vermelhas e não tive com quem chorar, eu segurei choro, porque não tinha Lorena pra se trancar no banheiro comigo e me consolar. Eu fiquei sozinha nas aulas de Educação Física, das quais nunca participo, encarando pessoas que eu mal conhecia.
Sim, Lola, eu estou feliz. Mas eu penso em você. Todos os dias. Você foi (e é, porque não?) uma das minhas melhores amigas, se não a melhor. E eu te amo, coisinha. Muito muito.
Foto da penúltima vez que Lorena me consolou, haha :)